Para
Margareth era um quebra-cabeça. Tinha a hora de comer, a hora de mamar, a hora
de ninar.
“É
hora pra tudo, meu Deus!”
Astor
a ajudava da melhor forma possível e, por vezes, sabia mais que ela, já que ele
tinha oito sobrinhos e ajudou em algumas coisas da criação das crianças.
— O
banho é com água morna.
—
Como sei que está na temperatura ideal? — ela perguntava.
—
Teste com o pulso.
Mas muitas coisas eram instintivas, e um chorinho era suficiente para alertá-la. Então, na maioria das vezes, Astor fazia todas as coisas periféricas, como lavar, passar, comprar. Enquanto ela se encarregava do principal: a criança.
Uma
coisa que ajudou bastante foi a presença dos pais de Astor. Lucrécia foi de
suma importância como fonte de informações e cuidados especiais. E claro que,
em várias madrugadas, precisaram ligar para ela pedindo ajuda.
—
Juro que não pensei que fosse assim.
—
Nem falo nada, porque eu já sabia. — Ele sorriu. — Mas não se preocupe, estamos
juntos. Dará tudo certo.
Ela
o abraçou forte.
—
Obrigada. Não sabe como é importante ter você aqui.
— Vocês são as pessoas mais importantes da minha vida. Eu estou no lugar certo.
Era comum que o bebê acordasse chorando no meio da madrugada, mas, após mamar, dormia até as 7 horas da manhã. O período de licença maternidade foi todo assim.

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