— Mãe, pai, feliz ano-novo.
Astor
entrava pela porta faltando pouco mais de 10 minutos para a meia-noite.
—
Lucrécia! Teodoro! Muita saúde e paz.
Margareth
veio logo após Astor.
—
Que esse ano seja maravilhoso para todos nós — Felicitou Dizeporeto.
—
Para nós e nossas famílias.
Tomas
entrou por último.
— Gostaria de pedir desculpas pela última vez em que nos vimos. Como foi tudo de última hora, eu não trouxe um presente, mas o faço agora. — Dizeporeto entregou um pequeno frasco para Lucrécia e um embrulho para Teodoro.
O
pai de Astor ganhou duas belas camisas italianas, enquanto Lucrécia ganhou um
excelentíssimo perfume. Ela o destampou sentindo a suave fragrância, de
imediato, Margareth reclamou:
—
Nossa, que cheiro forte. — E tapou o nariz, se virando para o outro lado.
Os
pais de Astor se olharam e Lucrécia se aproximou da garota, pegando em suas
mãos:
— Eu
te vi sete dias atrás e tive uma impressão. Te vejo agora e minhas suspeitas se
confirmam.
— Do
que a senhora está falando?
—
Tem sentido dores de cabeça? Incômodos durante o dia? Náuseas?
—
Sim, mas estou fazendo acompanhamento com minha nutricionis…
—
Margareth, você está grávida!
Houve
um silêncio cortante, com todos se entreolhando ainda em pé, próximo à porta de
entrada. A garota olhou para Astor e caminhou em sua direção.
—
Astor, por favor, me desculpe… eu não queria, eu não…
Com
olhos em lágrimas e muito emocionada, as forças lhe faltaram e as pernas
bambearam. Margareth só não caiu, porque o rapaz a segurou.
—
Calma! Eu estou aqui.
Abraçou-a,
afagando seus cabelos cacheados.
—
Não fiz de propósito… eu juro.
—
Não precisa falar nada. Era um risco que nós corríamos.
E se
olharam buscando firmeza um no outro. Só quando olharam ao redor foi que
perceberam que todos sustentavam suaves sorrisos.
—
Até que enfim eu terei um neto! — alegrou-se Dizeporeto.
— E
nós teremos mais um. — Teodoro abraçou Lucrécia. — Mais um neto.
—
Isso quer dizer que eu serei tio?
—
Será meu filho! Será!
E todos abraçaram ao casal.

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