A animação tomava conta do lugar. Pessoas soltas e felizes, sorriam e dançavam.
Luzes brilhavam em várias cores, criando um efeito psicodélico no ambiente.
Numa mesa mais ao canto, um homem vestido em sport social, num tom azul-escuro
que lhe caía muito bem. Ao lado, a moça com uma saia justa e blusa branca
evidenciando o corpo curvilíneo. Assim, Marcus e Bruna conversavam:
—
Você tem me surpreendido.
—
Que bom. — Ela se aconchegou em seu braço e o beijou.
Ele
sabia bem do potencial da garota e tinha um cuidado todo especial com ela, mas
guardava para si outras impressões.
—
Iniciaremos a análise da empresa que você sugeriu, a Hagar Locações Inc. Dessa
vez, quero você à frente de todo o processo de aquisição e venda.
Bruna
sentiu o êxtase e o beijou com mais vontade. Ela colocou a mão bem próximo à
sua virilha, porém, mais uma vez, ele não permitiu que continuasse.
—
Sou agressivo em meus negócios, mas recatado em meu foro íntimo.
Um pouco a contragosto, ela recuou.
A verdade
era que, nesses meses de relacionamento, Marcus sempre a tratou com certo respeito, por assim dizer. Os encontros
eram em locais públicos, cercados por outras pessoas. Também não a levou para
conhecer sua parentela, mantendo distanciamento nesse ponto.
Bem,
Bruna nunca teve um relacionamento antes, e o que vivia com Marcus era próximo
do que idealizou: algo mais informal e com objetivos estabelecidos. Ela não se
deixou envolver pela síndrome do conto de
fadas, onde a vida sofrida muda e se transforma em perfeição quando surge o
príncipe. Ela era a rainha e senhora de seu destino. Assim, seguia satisfeita,
planejando seus próximos passos.
—
Marcus, eu quero que, no Natal, ao menos você apareça lá em casa.
A
frase com sentido bem indefinido criava uma brecha na questão de permanência.
— Claro que sim. Vamos nos organizar para isso.
A resposta possibilitava que Bruna preparasse mais uma manobra.

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