O trio estava na cozinha esperando o aquecimento do lanche no microondas quando
Antônio começou a conversa:
—
Falei com os donos dos dois estabelecimentos se eles contratariam uma menor de
idade, mas nenhum se interessou no momento.
— Sem
vagas no momento? — Perguntou Diana.
— Também.
Mas pesa o fato de ser mulher. Falaram que, para entregadora, era arriscado. E na
parte interna, o serviço é bem pesado.
—
Não tem serviço de garçom, caixa ou balconista? — Déboras fez a pergunta que
Diana formulou mentalmente.
— Tem, mas as vagas já estão preenchidas. E não parece que quem está lá planeje sair.
Diana
se sentou à mesa, trazendo os pedaços de pizza e confeitarias. Um pouco de cada
loja.
— Eu
posso falar com a Clarice e ver se ela pode nos ajudar.
—
Seria uma boa. Essa senhora parece ter muitos conhecidos.
— Do
tempo que ela está no mercado, eu nem sei como ela tem tão poucas lojas.
Antônio
pegou uma fatia pizza de pizza de alho e uma de banana:
—
Falta de integração empresa-família. Certeza que é isso.
— É…
— Diana não se recordava de ter visto qualquer parente dela por lá.
Déboras
mastigava um pedaço de cookie de chocolate. Ela não gostou muito do sabor.
Enquanto comia, pensava na possibilidade de trabalhar, e se lhe sobraria tempo
livre para se dedicar às novas atividades.
— O
que você tem feito, mana?
A
garota teve o pensamento interrompido.
— No
período da manhã vou à biblioteca e estudo um pouco de disciplinas do segundo
grau.
—
Isso é bom. Manter a mente ocupada. — Diana se serviu de um pedaço de pizza.
— No
período da tarde eu limpo a casa e organizo as coisas.
E a
garota não mentiu.
—
Valeu mesmo, mana. Essa ajuda é muito válida. — Pedro apertou lhe levemente a
mão.
Mas ela
não quis comentar o que tentava fazer em dados momentos do dia.
O trio terminou a refeição e foram dormir. O dia seguinte era de folga para Diana e Antônio.

Nenhum comentário:
Postar um comentário