Ardes - Capítulo 067
Não
era grande, mas a aparência lhe chamava a atenção. Quando a segurou na mão,
sentiu a temperatura e imaginou estar ideal para colocar na boca. Salivou com o
pensamento. Lentamente aproximou-a do nariz, inalando o odor característico.
Sem mais se conter, introduziu-a na boca, sentindo os espaços sendo
preenchidos. Fechou os olhos em satisfação ao fazê-lo.
—
Acho interessante a forma como você come pizza — disse Rainen assistindo a
cena.
—
Adoro pizza — respondeu Renata, assim que mastigou e engoliu o bocado.
Ele riu, se servindo de uma fatia.
Aquela
pizza era diferente, feita nos moldes italianos. Ficou claro quando Rainen
abriu a caixa e o cheiro tomou conta do lugar. Era fornecida por uma pizzaria
de um primo do Tony. Na hora em que fez o pedido, ele se identificou para o
atendente, que automaticamente aumentou a porção do recheio: mais presunto de
Parma, mais queijo reino e rodelas extras de tomate italiano.
Rainen
observava Renata, cheio de pensamentos e questionamentos, mas não quis
conversar naquele instante, apenas comer. E acabaram com a pizza.
—
Poderia ser maior.
—
Também acho, mas, segundo o Tony, estamos degustando uma pizza, e não em
processo de engorda de porcos para o Natal.
Renata
gargalhou que chegou a chorar de tanto rir. Quando a aura de alegria foi
diminuindo, ela fitou Rainen, que estava sem camisa. Observava o rapaz, a sua
estatura e forma física. Era lindo e perfeito aos seus olhos. Então o seu
semblante se tornou sério, até que disse:
—
Tentarei me explicar — ela ponderou organizando os pensamentos e iniciou: —
Internamente, tudo começou antes da nossa conversa na frente do quartel, se
lembra?
Encostado
na mesa, ele meneou a cabeça confirmando.
—
Eram sentimentos, dúvidas, emoções que se chocavam dentro de mim. Tudo causado
por um fator comum… — E o fitou. — … você.
O
rapaz permaneceu em silêncio.
— A
verdade é que aquela conversa foi uma das formas de externalizar uma situação
caótica que havia em meu âmago.
—
Externar o quê? — ele perguntou.
Ela
fez uma pausa para acalmar o pensamento, que era impulsionado pelas emoções.
—
Uma mescla de amor, possessão e… desejo.
Fizeram
silêncio por um tempo, até que ele questionou:
—
Está me dizendo que o que vivemos aqui, e tantas outras situações diferentes, são resultado dessa mescla?
Sentindo
a pressão na garganta, ela respondeu:
—
Tenho uma necessidade de me afirmar diante de você. Me afirmar sua, me afirmar
capaz de te satisfazer. E isso também me satisfaz.
Rainen
sentou-se ao lado dela.
—
Não precisa ter pressa, nem se sentir pressionada.
—
Não é algo que eu controle. — Ela repousou em seu ombro. — O que aconteceu aqui
foi bom pra você?
—
Considere que você está perguntando para um cara que perdeu a virgindade há
pouco mais de uma hora.
—
Considere que você está sendo questionado por uma moça que também perdeu a
virgindade há pouco mais de uma hora.
Riram
novamente.
—
Foi maravilhoso! Mágico!
As
palavras a acalmaram.
—
Que bom.
— Só
não entendi por que fizemos esse tipo de sexo.
—
Simples: vou à ginecologista a cada seis meses, e ele atende minha família há
vários anos. Se fizermos sexo vaginal, ele constatará que não sou mais virgem e
tenho pra mim que informará aos meus pais.
—
Entendo.
Ela
se acanhou um pouco, complementando:
— No
mais… eu quero casar virgem — disse,
escondendo o rosto.
—
Tudo bem. — Ele a colocou no colo. — Eu posso esperar.
Ela
o abraçou e se beijaram por bom período.
—
Ainda estou aprendendo. Muitas informações capto com a leitura de textos e
complemento com vídeos. Então espero que, com o tempo, nossas relações sexuais
melhorem.
—
Mais ainda?
—
Quero te deixar o mais feliz e satisfeito possível. — Mais um beijo. — Não se
esqueça disso.
— Vá
com calma, tá?
—
Não se preocupe. Agora… — Ela foi tateando até encontrar seu membro. — … me dá
mais um pouco disso?
Ele
sorriu, dizendo:
— Sirva-se.
Renata ajoelhou-se, abrindo o zíper da calça e colocando o membro de Rainen para fora. Sob o olhar desejoso do rapaz, ela iniciou as carícias com a boca e ficou assim por um longo tempo.



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